Alemanha 1918-1924 – Hiperinflação e Revolução
A hiperinflação alemã do primeiro pós-guerra é geralmente abordada como um fenômeno econômico, reservado aos economistas; suas consequências sociais e políticas são o campo dos historiadores. O fenômeno fica assim? Fatiado? Em partes independentes, não mutuamente inteligíveis. Mas, no capitalismo, o dinheiro não se limita a ser mediador das trocas ou meio de entesouramento ele é mediador geral de todas as relações, expressão mais abstrata e concentrada do fetichismo da mercadoria, e expressão alienada de todas as relações sociais. A morte do dinheiro? (Assim foi chamada a hiperinflação alemã) foi a expressão da morte dessas relações, e foi percebida subjetivamente como a morte de todas as relações sociais e humanas. Provocou uma contrarrevolução social, com poucas pessoas acumulando riquezas e acentuando a formação de uma classe de monopolizadores da propriedade, ao passo que milhões de indivíduos ficaram relegados à pobreza e à miséria. A arte radical da República de Weimar foi, em boa parte, a resposta da sensibilidade a esse desvendamento sem precedentes das relações sociais e humanas.
R$45,00
Em estoque
Ou 3x de R$15,00 s/ juros
Informações
- Autor: Osvaldo Coggiola
- Edição: 1ª
- Ano da Edição: 2010
- Editora: LCTE
- Nº de Páginas: 112
- ISBN: 9788579420290
Produtos Relacionados
Teoria das cordas para leigos
Ou 3x de R$26,33 s/ juros
Ciência de dados, business intelligence e big data: conceitos e aplicações
R$50,00Ou 3x de R$16,67 s/ juros
Física mecânica
Ou 3x de R$38,73 s/ juros
Análise de sistemas eletromagnéticos
Ou 3x de R$48,53 s/ juros
