Alemanha 1918-1924 – Hiperinflação e Revolução

A hiperinflação alemã do primeiro pós-guerra é geralmente abordada como um fenômeno econômico, reservado aos economistas; suas consequências sociais e políticas são o campo dos historiadores. O fenômeno fica assim? Fatiado? Em partes independentes, não mutuamente inteligíveis. Mas, no capitalismo, o dinheiro não se limita a ser mediador das trocas ou meio de entesouramento ele é mediador geral de todas as relações, expressão mais abstrata e concentrada do fetichismo da mercadoria, e expressão alienada de todas as relações sociais. A morte do dinheiro? (Assim foi chamada a hiperinflação alemã) foi a expressão da morte dessas relações, e foi percebida subjetivamente como a morte de todas as relações sociais e humanas. Provocou uma contrarrevolução social, com poucas pessoas acumulando riquezas e acentuando a formação de uma classe de monopolizadores da propriedade, ao passo que milhões de indivíduos ficaram relegados à pobreza e à miséria. A arte radical da República de Weimar foi, em boa parte, a resposta da sensibilidade a esse desvendamento sem precedentes das relações sociais e humanas.

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