A História da Ciência por seus Grandes Nomes

As histórias contidas nas páginas seguintes revelam os esforços de grandes homens que têm em comum a inquietude diante dos fenômenos à sua volta. São todos heróis civilizatórios, à medida em que se recusaram a aceitar a visão que era mais comum entre os homens de sua época, sejam eles os gregos da Siracusa de Arquimedes, ou os moradores da aldeia global no século em que nós e Stephen Hawking vivemos, a de um universo subjugado à vontade dos deuses. No entanto, a história que esse livro da História Viva conta não é somente a desses heróis; é antes a do desenvolvimento do conhecimento humano e, por extensão, a da civilização. A própria cronologia das conquistas da ciência enfocadas nos capítulos a seguir revela as mudanças de paradigma por que passamos ao longo dos séculos. De início, houve o primado dos gregos – e como devemos a eles! – na Antiguidade. Durante a Idade Média, as conquistas do conhecimento vêm do mundo árabe. O Ocidente adotara a doutrina cristã como fonte para todas as respostas do mundo natural. Somente com o advento da Renascença e a ascensão dos ideais iluministas, o homem passa a ter fé na sua própria capacidade de buscar respostas tendo razão como instrumento. E as conquistas se multiplicam em todos os campos: do mundo microscópico até a astronomia. Novos campos de ciência surgem e a sociedade se transforma em ritmo acelerado. Mas cada passo, o choque com as concepções religiosas provoca atritos. No entanto, a impossibilidade de conter os novos avanços, mesmo com resistências obscurantistas renhidas, revela um novo paradigma histórico, no qual a ciência alcançou uma autoridade maior do que a das crenças religiosas. Afinal, “eppur si muove”.

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